sábado, 6 de novembro de 2010

O show cancelado do Pantera

No final da década de noventa e inicio do novo século a banda americana Pantera estava em alta, no auge do sucesso com álbuns como Cowboys from hell, Vulgar display of Power e Far beyond driven e estava fazendo uma excursão pela America do sul, mais precisamente Argentina, Chile e Brasil, o ano era 1998.

O show no Brasil ia ser em São Paulo, no Olímpia, bem na verdade eu não estava sabendo deste evento, era sábado e eu estava em casa morgando, escutando alguns discos e praticando na minha bateria, quando chegam alguns colegas headbangers (Marcos Paulo, na época baterista da banda Brutal Hate, Junior, Anderson e o Cachorrão, também na época guitarrista base da banda Brutal Hate) falando sobre o tal show do Pantera no Olímpia, a principio achei estranho pois não havia escutado nada nas rádios ou lido nada nas revistas especializadas diga-se Rock Brigade e Road Crew, mas aceitei o convite e embarquei na van rumo a São Paulo, afinal era um show do Pantera dos fantásticos irmãos Dimebag Darrel (in memorian) o cara era um grande guitarrista, mestre dos grooves, infelizmente foi morto por um fã fanático na metade da década vigente, e do excepcional baterista Vinnie Paul Darrel (ninguém faz fraseados de bumbos como ele, talvez só o gigante Gene Hoglan).

A viagem seguiu ao som de muito metal e álcool, até chegarmos a São Paulo e depararmos com o Olímpia de portas fechadas e meia dúzia de gatos pingados anunciando com revolta que o show havia sido cancelado, bem ai pintou a polemica, pois já que havíamos pago ao motorista da van, poderíamos ir para onde quiséssemos, uns inconformados queriam voltar para casa, outros queriam procurar algum barzinho ou casa especializada em shows de rock para passar a noite, mas por brincadeira algum louco que hoje não me lembro o nome, sugeriu que fossemos para a zona e assim foi feito, pois no caminho de volta na Santos Dumont tem um bairro chamado Itatinga onde existe uma conhecida zona de meretrício de Campinas.

Todos sabem o que se faz numa zona, muita bebedeira, mulherada e zuação, bem não foi o meu caso, pois só queria tirar um saro, mas alguns gastaram uns trocados para dar uma foda, o Junior, Marcos Paulo, Cachorrão e eu estávamos mais preocupados em arranjar uma puta para tirar a virgindade do Anderson que era o mais novo da turma e ainda não havia experimentado o gosto de uma xereca. Foi difícil, teve uma puta que disse que não daria para ele nem que fosse o ultimo homem da terra, o cara na época estava saindo da puberdade era gordo e com rosto cheio de marcas de espinhas, se bem que hoje ele continua a mesma coisa só que mais gordo, casado e pai de um moleque.

Encontramos uma puta disposta, pegamos ela e colocamos dentro da van com o Anderson, sem não antes pedirmos um desconto, afinal o cara era virgem, mas o moleque pediu arrego e saiu correndo da van.

Depois desse fato entramos em um boteco e começamos a tomar umas cervejas, mas o Marcos Paulo resolveu dar uma banda numas quadras abaixo, nos sabíamos que aquele setor era o ponto dos travecos, mas como grandes amigos dele não avisamos nada, passado uns quinze minutos fomos saindo do boteco e começamos a andar pela rua, quando escutamos uns gritos conhecidos:
- Junião, me espera!
- Me ajuda aqui pessoal!
Era o Marcos Paulo, correndo de um traveco que estava atrás dele gritando:
- Vem cá meu cabeludo gostoso, quero transar com você!
Por sorte ele conseguiu escapar do traveco e nos alcançou, mas foi zoado a noite inteira e uns pares de dias depois.
E foi assim, na noite do show cancelado do Pantera, acabamos vendo as panteras do Itatinga.




Enviado por : SANDRO BELIZÁRIO (belizariosandro@yahoo.com.br)

Nenhum comentário:

Postar um comentário